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quarta-feira, 16 de abril de 2014

A SUBMISSÃO DA MULHER


Muitas igrejas pregam a submissão da mulher ao marido em toda e qualquer circunstância, mas isto é uma grande mentira disfarçada de verdade. Analise comigo o contexto do versículo:

"Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. Da mesma forma, os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo." Efésios 5:22-30

Percebe que a submissão da esposa deve caminhar lado a lado ao amor e cuidado por parte do marido? O homem, pela sua própria natureza sente a necessidade de ser reconhecido e respeitado, assim como a mulher sente a necessidade de sentir-se cuidada e amada.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

É POSSÍVEL SER FELIZ DEPOIS DE TANTOS RELACIONAMENTOS FRUSTRADOS?


"Tenho 36 anos e dois filhos de pais diferentes. Há 12 anos me separei do pai do caçula. Nos casamos a força por conta da gravidez, mas acabei traindo ele com outro homem. Passados 2 anos conheci um rapaz, ficamos juntos por 4 anos, nos convertemos e nos batizamos juntos. Mas era um relacionamento muito conturbado que chegou ao fim. No ano passado conheci uma pessoa que que acredito ser a resposta de Deus pra mim. Pedi a Deus um namorado de longe que queira casar, que tenha um namoro de santidade comigo. E essa pessoa apareceu em minha vida, com  os mesmos objetivos, gostamos das mesmas coisas, queremos casar, ele é solteiro não tem filhos, mora bem longe e nos conhecemos virtualmente. Vejo nele o homem de Deus pra mim. Gostaria de saber: Posso casar com ele? Vou ter a bênção de Deus? Podemos casar na igreja? Falei com com Deus que se eu não tiver a bênção dEle, fico só. Aguardo sua resposta."

Resposta: 

Querida, olho para seu caso e vejo a mulher samaritana. Ela já estava em seu sexto relacionamento quando encontrou com Jesus. Percebo que, assim como ela, procura desesperadamente encontrar a felicidade em um relacionamento. Você entregou sua vida e seu corpo a esses homens enquanto buscava "completar a sua alma". Se tornou uma só carne com cada um deles e gerou filhos... Isso causa um estrago espiritual e emocional sem tamanho! Enquanto você estava no tempo da ignorância, sem conhecer a Cristo e sua Verdade, era compreensível. Mas agora você tem um referencial de vida. Cristo é seu modelo de ser humano.

 
Antes de "amarrar" sua vida a este novo pretendente, precisa ter absoluta certeza se é isso que Deus quer para você (e para ele também). No momento está apaixonada, vivendo o amor eros, por isso anseia ouvir da minha boca um: "Sim, case-se! Ele é o homem certo!", mas eu seria insensata se assim o fizesse. A prioridade agora é cuidar do seu espírito. Precisa aprofundar seu relacionamento com Deus antes de aprofundar seu relacionamento com este homem, senão cairá em outra armadilha. Mantenha a amizade, mas simultaneamente leia a Palavra, devore os Evangelhos, aprofunde-se nas cartas de Paulo e busque ao Senhor em oração. Clame diariamente por sabedoria do alto, discernimento e direção do Espírito Santo.


Peça à Deus que tome a frente de suas decisões, lhe dê maturidade espiritual e só depois de uma boa caminhada deve pensar em decidir alguma coisa.
"Dani, será que vou ter a bênção de Deus nesta união?" Se viver dentro da vontade Dele sim! Mas como saber a vontade de alguém sem conhece-lo profundamente? Impossível! 

"Posso casar na igreja?" Esse casamento que temos hoje, ministrado por um sacerdote, com a noiva de branco entrando no tapete vermelho foi invenção humana. Nos tempos de Jesus as bodas eram feitas depois de um acordo entre as famílias dos noivos. Na data marcada acontecia uma festa (que durava alguns dias) e os noivos consumavam sua união com a relação sexual dentro de uma tenda, durante a festa. 

O casamento instituído por Deus é como uma mesa de quatro pernas, onde uma delas é a intimidade sexual, a outra o deixar pai e mãe (independência em todas as áreas), a terceira se unir ao cônjuge (um compromisso sério de união) e a última, a construção de uma nova família (e total responsabilidade sobre ela). Uma mesa não fica em pé sustentada por uma ou duas pernas, portanto, tudo o que descrevi deve acontecer simultaneamente. Este é casamento. Então, a decisão de se casar na igreja ou não é toda sua, não tem nada a ver com Deus. O casamento será abençoado se os dois viverem dentro da vontade de Deus e ponto. Uma igreja, uma cerimônia, um padre ou pastor não tem poder nenhum de fazer um relacionamento dar certo.


Enfim, é momento de olhar para sua vida, todas as decisões erradas que já tomou e decidir mudar o rumo da sua história. Vai querer mais um ex-marido para sua coleção? Mais filhos envolvidos nessa confusão? Creio que não. Então, antes de se envolver neste novo relacionamento, busque intimidade com o Senhor. Sua carência, seu vazio interior e o seu desejo de se sentir amada não pode ser preenchido por um homem. Só Deus pode preenche-la por inteiro. Um casamento feliz é formado por duas pessoas que já são completas em Deus. Busque-o e Ele lhe dirá o que fazer, quando fazer e como fazer.


Isso exigirá muita paciência, persistência e trabalho árduo de sua parte. Pressa? Será sua pior inimiga! Deus criou a sua vida para que um dia se tornasse semelhante à Ele e alcançasse o ideal de ser humano. Viver pulando de relacionamento em relacionamento vai na contramão deste ideal. Precisa olhar para Cristo, conecê-lo e imitá-lo. E isso leva tempo, dá trabalho e só será possível com o agir do próprio Espírito Santo em sua vida. Deus prometeu que daria o seu Espírito àqueles que o pedissem em sinceridade de coração:

"Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. "Qual pai, entre vocês, se o filho lhe pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra? Ou se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir! " Lucas 11:9-13

E finalmente, em reposta às suas perguntas, repito o que Cristo disse à mulher samaritana: "Agora que sabe da verdade, vá e não peques mais!"

Beijo carinhoso, Dani.

terça-feira, 1 de abril de 2014

SEXO E CULPA - Caso verídico

"Olá Dani, tudo bem? Gosto muito do seu blog e acompanho seus posts. Fico muito contente em poder saber sobre sexo e afins de um olhar cristão. Quero compartilhar com você minha história e saber sua opinião. Se você puder tirar um tempinho pra ler, eu agradeceria bastante. Tenho 21 anos e namoro há um ano um menino de 22. Nos conhecemos em um retiro da igreja, passamos pelo período de oração e tivemos a resposta de Deus para namorarmos. Nós dois não namoramos antes, até foi com ele que dei meu primeiro beijo, e ele também. Considero meu namoro uma bênção, é impressionante o quanto nosso relacionamento com Deus é importante para nosso namoro, a presença do Senhor nos nossos corações faz com que fiquemos mais próximos um do outro. Nos amamos muito e estamos nos organizando financeiramente para casarmos, acho que ainda vai demorar um pouco para que nossa cerimônia aconteça, porque queremos ter nossa própria estabilidade financeira para que tudo corra bem. Há mais ou menos seis meses começamos a ter relações sexuais. Isso é algo que ainda me entristece, por não ter aguentado esperar, o que era nossa promessa do início. Isso foi uma decisão que tivemos juntos, e ele sempre foi muito carinhoso e atencioso comigo. Para ele, não tem problema algum não termos esperado como queríamos no início, porque vamos nos casar assim que possível. Nos amamos, e nós dois temos certeza de que iremos nos casar e estamos trabalhando pra isso. Não me sinto "vivendo em pecado" como costumam falar. 

Seu post sobre sexo antes do casamento me orientou bastante e pensamos da mesma maneira, mas ainda sim me incomodo muito com o fato de não sermos casados e ter de esconder dos meus pais e dos meus colegas que não somos mais virgens, porque eles se sentem orgulhosos do nosso namoro ser tão certinho. Mas o que acontece, é que eu sinto que deveria me esforçar mais pra agradar meu namorado na cama, mas meu remorso não deixa. Ele não me cobra nem nunca me cobrou quando o assunto é sexo, mas percebo que ele queria que eu tivesse mais 'atitude na cama'. Digo isso em relação as coisas mais sutis, como vestir um sutiã mais ousado, ou mesmo ser eu quem dá o primeiro passo para transarmos. Já perguntei pra ele várias vezes se ele não gostaria que eu fosse mais aberta quando o assunto é sexo, e ele nunca disse nada para me forçar a algo. Ele só diz que seria legal se eu surpreendesse ele mais, mas que ele entende que cada um tem seu tempo, e fala pra eu não me preocupar.


quinta-feira, 27 de março de 2014

PRÍNCIPE ENCANTADO? SÓ EM CONTOS DE FADAS!

Nos últimos anos temos visto o surgimento de ministérios dedicados a promover entre os jovens a valorização da pureza sexual e da espera em santidade pelo casamento. Não se pode negar que esses ministérios têm alcançado bons frutos. Em meio a tantos jovens que vivem mergulhados na lama da impureza e imoralidade, ministérios que tratem desses assuntos são de especial importância. Contudo, podemos perceber que o discurso desses ministérios, ao mesmo tempo que carrega méritos, também induz alguns jovens a uma expectativa irreal, uma espera por algo que simplesmente não existe. Com suas abordagens sobre “príncipes e princesas”, produzem uma visão excessivamente romântica da vida, própria dos contos de fadas, que é falsa e nunca se realizará. Exemplo disso está na frase abaixo, que foi publicada no Facebook por um desses ministérios:
“A pessoa de Deus para sua vida arranca sorrisos, e não lágrimas”.
A frase acima promove uma expectativa falsa, ilusória, pois simplesmente não existe a pessoa que só nos faça rir, posto que sempre estaremos lidando com pessoas pecadoras, tal como nós mesmos somos. As pessoas que amamos nos fazem chorar, da mesma forma que elas choram por nossa causa. Somos pecadores.

Princesa-e-principe
 
Quando alguém decide se casar, está casando com um ser humano, portanto, com um pecador. Ainda que seja um discípulo de Jesus, comprometido de todo coração em acertar, ainda assim é um pecador, falho, imperfeito. Portanto, muitas vezes o casamento não será um espaço de alegrias, mas um exercício de perdão. Paulo já nos disse que o amor é sofredor. Ele tudo sofre (I Co. 13:7).

terça-feira, 25 de março de 2014

SEXO DURANTE E DEPOIS DA GESTAÇÃO!

Começo esse post citando a frase de uma querida amiga: "Não consigo nem imaginar meu papel como não exclusivamente o de mãe no momento. Como pensar em outra coisa após passar pela experiência mais transformadora, linda e permanente da minha vida?" Será que existe a possibilidade da vida sexual voltar ao normal depois que os filhos nascem? Eu tenho dois filhos pequenos, uma menina de 7 e um menino de 4, e posso dizer com todas as letras que SIM, existe! Como o próprio nome diz, é apenas uma fase, e logo as coisas voltam ao normal (ou deveriam voltar). Não exatamente como eram antes, mas voltam. Aliás, se houver disposição de ambos os lados, pode ficar ainda melhor!

Assim que a mulher engravida, acontece uma reviralvolta na vida do casal. Para algumas mulheres (e para alguns homens), fazer sexo durante a gestação é algo inimaginável, por diversas razões. Mas gostaria de lembrar que, caso a mulher e o bebê não estejam correndo nenhum risco, o sexo é totalmente liberado - e altamente recomendável! Na minha segunda gestação, por exemplo, fiquei de repouso absoluto até a última semana a partir do 5º mês, pois estava tendo contrações a cada 10 minutos, ou seja, nada de sexo! Meu esposo foi muito compreensivo, pois neste caso, era a vida do bebê que estava em jogo.

Existem mulheres que não se incomodam com o sexo durante a gravidez, algumas dizem que fica até melhor. Já para outras, existe muita dor e desconforto, por conta da barriga e da falta de lubrificação vaginal. Conheço também mamães que sentiram enjôo do cheiro do marido durante os primeiros meses. Imagine o problemão? Além disso, as alterações hormonais são grandes, e acabam influenciando o emocional. Muitas mulheres se sentem feias, outras perdem a paciência com facilidade ou choram por qualquer motivo. Sem contar os enjôos e vômitos nos quatro primeiros meses. Uma loucura!

Assim que o bebê nasce, existe uma queda brusca de hormônios, que pode deixar a mulher bastante sensível, chorona e insegura. Muitas inclusive passam pela "depressão pós parto" sem saber. Quando a minha primeira filha nasceu, fiquei muito chorona. Estava felícissima com a sua chegada, mas não tinha controle nenhum sobre os meus sentimentos. Chorei por quase uma semana seguida, mas com o apoio da minha mãe e do meu marido, logo passou. Já minha irmã, chorou por quase um mês inteiro, e conheço mulheres que sofreram durante meses! Ao contrário do que se pensa, a depressão pós parto não é frescura, ela realmente existe e é muito comum. Se você está passando por isso, não sinta vergonha e nem guarde seus sentimentos. Divida-os com seu esposo e família, e se for necessário, busque a ajuda de um profissional.

Bom, mesmo com toda essa reviravolta, o bebê está lá. Ele precisa ser amado e cuidado. A rotina fica de cabeça para baixo! A mamãe precisa amamentar a cada duas ou três horas, inclusive durante a noite, sem contar os banhos e trocas de fralda. E os serviços de casa não desaparecem por milagre. A comida precisa ser feita, a roupa tem que ser lavada, a louça se multiplica na pia... Muitos bebês demoram quase uma hora para mamar, depois disso, ainda precisam de pelo menos dez minutos para arrotar, só então podem voltar ao berço ou carrinho (isso quando ficam).

Sem contar as mamães que sofrem com a amamentação ou refluxo do bebê (que requer muitos cuidados). No meu caso, o problema eram as noites em claro com o meu caçulinha. No início, ele acordava chorando a cada uma hora, e só voltava a dormir com o peito. Com o tempo, o intervalo aumentou para duas horas e ele só passou a dormir a noite toda com onze meses de idade (vejam neste link como conseguimos fazer isso). Nessa época, emagreci 4kg, o que não é nada bom para alguém que pesa 50Kg. Virei um zumbi!

Mas calma, não estou falando isso pra te desanimar. Os fatores positivos superam (e muito) os negativos! Eu mesma teria mais uns dois filhos se tivesse condições financeira. Mas para conseguir expôr o meu pensamento a respeito desse assunto, é necessário primeiro ressaltar o que se passa na vida de uma mulher quando ela se torna mãe.

Pois bem, com tudo isso, como é possível pensar em sexo? E olha que eu não contei as dores pós parto e a total falta de apetite sexual ocasionada pelas alterações hormonais, que costumam durar meses! Os médicos normalmente pedem um intervalo de quarenta dias após o parto para o casal voltar a vida sexual "normal". Coloquei entre aspas porque demora um tempinho para o casal retomar a mesma rotina sexual que tinham antes do bebê chegar.

Bom, precisamos agora analisar o outro lado da moeda. Já foi comprovado que um homem consegue ficar no máximo 72 horas sem pensar em sexo. Isso faz parte do processo da reprodução humana, é fisiológico. Os espermatozóides são produzidos diariamente, e a maneira natural que o organismo encontra para expelir o sêmen, é o desejo sexual. Então, nada mais normal do que pensar e desejar o sexo quando o organismo está gritando por isso! Se você é mulher e não entende, vou dar um exemplo. Sabe quando dá aquela dor de barriga incontrolável? Então, é bem parecido.

E agora, como resolver esse dilema? A mulher não consegue pensar em sexo e o homem não consegue parar de pensar. Ouvi uma frase engraçada de uma mãe outro dia. Ela apontou para os seios e disse: "Não consigo nem imaginar outra boca aqui que não seja a do meu bebê!" E é verdade, para uma mulher que passa 24h por dia vazando leite, pensar em sexo fica bem complicado (pra não dizer inconcebível!). Mas mesmo com todos esses problemas, precisamos chegar a um denominador comum. Como diz uma personagem de desenho animado: "Se eu tenho um problema e não sei o que fazer, eu penso, penso, penso, até eu resolver!"

Pois bem, eu pensei, pensei e pensei e cheguei a uma conclusão. O homem necessita de sexo, isso fato. É nosso papel de esposa suprir esta necessidade. Mas quando estamos vivendo esta fase, não conseguimos pensar em mais nada a não ser em ser mãe. Apesar do bebê ter uma importância inigualável na sua vida, o seu marido ainda está lá. Ele não deixou de existir e continua com os mesmos desejos e sentimentos, e não é certo que você os ignore. E agora? Bom, pra tudo isso existe um consolo: é apenas uma fase, e como toda fase, uma hora passa. Seus hormônios aos poucos vão voltando ao normal e a rotina logo entra no eixo. Mas enquanto isso não acontece, precisamos resolver este impasse.

Se antes do bebê chegar vocês tinham o costume de fazer sexo uma ou duas vezes por semana, durante esse período, o marido talvez tenha que se contentar com apenas uma vez por semana (estou sendo otimista). Vejam que é um esforço mútuo. Para o homem é difícil ter sexo apenas 1 vez por semana, e para a mulher é difícil ter que fazer sexo 4 ou 5 vezes por mês. Caso exista dor durante a relação ou falta de lubrificação, é interessante consultar um ginecologista e pedir algumas dicas. Ele pode receitar algum remédio ou lubrificante. Se no momento, por alguma razão não existir a possibilidade da penetração, por amor a seu esposo, resolva através de carinhos e masturbação. Sem neuras!

Nesta fase da vida, o amor deve prevalecer. Esposa, ame o seu marido! Dentro do possível, satisfaça-o sexualmente. Marido, ame a sua esposa, dentro do possível, respeite o tempo e o corpo dela. Amar é uma decisão. Tome essa decisão! Se ela está exausta e não consegue pensar em sexo, ajude-a com as tarefas de casa e com o bebê. Seja paciente e carinhoso. Não cobre, não critique. Ela está vivendo o momento mais delicioso e ao mesmo tempo mais amedrontador de sua vida. Seja um aliado, não um oponente. Ofereça seu ombro, seu abraço, seu colo, seus ouvidos. Ela precisa de você como nunca precisou antes! Precisa sentir sua segurança e seu suporte. Dessa maneira, se sentirá menos cansada e mais disposta a estar com você quando o bebê dormir.

Mas fiquem tranquilos! Uma hora o bebê vai aprender a dormir a noite toda, a mamãe vai voltar a ter o pique que tinha antes e os hormônios voltarão ao normal. E seguindo as dicas acima, vocês sairão dessa turbulência muito mais unidos e maduros. Permaneçam firmes na decisão de amar e de cuidar um do outro, assim, a intimidade vai se aperfeiçoando. Caso estejam enfrentando uma crise por conta da chegada do bebê, conversem. Se for necessário, leiam juntos esse post. Abram o coração um para o outro e estejam prontos a escutar e perdoar. E a oração que você deve fazer é: "Senhor, ajude-me a ser uma esposa (marido) melhor para o meu marido (esposa). Me ajude a amá-lo todos os dias, e me ensine como fazer isso!"

E pra terminar, gostaria de deixar uma dica. Nunca acostume o bebê a dormir na cama dos pais. Por mais que seja gostoso e prático, de uma forma ou de outra acaba afetando o relacionamento do casal. Se isso já acontece, converse com seu cônjuge, entrem num acordo e coloquem a criança pra dormir no lugar certo, ou seja, no quarto dela. É a melhor decisão que podem tomar em benefício da família.

Eis aqui uma verdade: "Gostamos e desgostamos de pessoas que amamos um milhão de vezes no curso da nossa história. Mas um casamento firmado na Rocha não é feito de gostar e desgostar, é feito de amor. E amor não é sentimento, é uma decisão!"

"O amor é paciente e bondoso, e nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é grosseiro, nem egoísta. Não é irritadiço nem melindroso. Não guarda rancor. O amor nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. O amor tudo sofre, sempre crê, sempre espera o melhor, tudo suporta." I Cor 13: 4 a 7

terça-feira, 18 de março de 2014

E SE ELE(A) NÃO FOR BOM/BOA DE CAMA?


Creio ser esta uma questão bastante relativa. Como você definiria um parceiro bom de cama? Um expert em preliminares? Um mestre em sexo selvagem? Uma garota sem pudores? É certo que para uns, um formato de sexo pode ser simplesmente extraordinário, mas para outros, igualmente repugnante. Para algumas mulheres, por exemplo, o "sexo selvagem" em posições e locais variados é a pedida certa, já para outras, qualquer movimento mais brusco pode sugerir desrespeito. Alguns homens, curtem mulheres mais ousadas e que assumem o comando da situação, mas outros, encaram esta atitude de forma negativa. Também conheço esposas que sonham com um vocabulário repleto e preliminares caprichadas. Por outro lado, já ouvi relatos de algumas esposas que dispensam o falatório e excesso de "mela-mela". Por isso digo que é impossível estabelecer uma regra de sexo ideal.

Algumas pessoas passam a vida inteira em busca do parceiro "bom de cama", pulando de relacionamento em relacionamento. Um verdadeiro test-drive sexual! Se o cara geme de um jeito engraçado na hora de gozar, não serve. Se ele tem o pênis pequeno ou grande demais, não serve. Se a mulher é muito fria, não serve. Se na hora do sexo ele tem dificuldades de encontrar a vagina da mulher em meio aos pelos, não serve... Já ouvi tantos testemunhos trágicos e relatos engraçados de experiências sexuais (dentro e fora do casamento), que poderia passar horas compartilhando com vocês. Mas creio que esta atitude não edificaria em nada a sua vida, por isso optei em dividir algo mais valioso:

segunda-feira, 10 de março de 2014

NAMORO, BEIJOS E AMASSOS NO CINEMA!

Hoje, depois de quatro anos escutando e aconselhando casais, solteiros e divorciados, vejo que grande parte dos problemas conjugais e de cunho sexual poderiam ter sido evitados durante a adolescência. Bastaria um pouco mais de esclarecimento sadio sobre o assunto. Há doze anos trabalho com pré-adolescentes e adolescentes e, atualmente, ministro à dois grupos semanalmente. É uma idade repleta de altos e baixos, conflitos, mas ao mesmo tempo deliciosa! Amo bater papo e escutar essas criaturas complicadas. Como já passei por esta fase, sei bem o que rola dentro desta "máquina". Neste último domingo, iniciei o tema sexualidade em um desses dois grupos. Foi um êxtase! Muitas dúvidas, histórias e medos. E claro, a pergunta que não quer calar: "Qual a idade certa para namorar?"

Sabe, acho que chegou a hora de encarar a realidade e acabar com a hipocrisia. Querer resolver questões tão sérias como esta impondo moralidade, só faz adoecer os corações e relacionamentos. As dezenas de e-mails que recebo não me deixam mentir. Dizer aos jovens que é errado namorar cedo e que fornicação é pecado, não resolve muita coisa... Uma lista de regras pode até maquiar a ferida, mas não é capaz de curá-la. Já cansei de conversar com jovens solteiros que na igreja e em casa são verdadeiros exemplos, mas vivem imersos no submundo da pornografia, masturbação e prostituição. Tive a oportunidade de aconselhar algumas garotas de igreja, com cargos de liderança, e que já haviam transado com mais de cinco caras, e seus pais nem desconfiavam. Outras, mostram seu corpo semanalmente na web para mais de 1.000 pessoas ao mesmo tempo e aos domingos, dão aula na escola dominical. Não estou julgando, apenas expondo os fatos. E os rapazes? Se lambuzam no corpo de suas namoradas, mas pelo medo de pecarem com a penetração, mergulham de cabeça na pornografia e masturbação. Como se fizesse alguma diferença...

As igrejas estão infestadas de casos como estes, jovens que caminham mascarados, imersos em culpa, dúvidas e experiências desastrosas. E são poucos aqueles que se dispõe a tratar desses assuntos com clareza e doar seu tempo para caminhar ao lado deles. É muito mais fácil dizer: "Sexo antes do casamento é fornicação! Namoro de crente tem que ser santo! Vocês precisam esperar!" 

Pais e líderes religiosos, coloquem uma coisa em suas cabeças: LEI não funciona! Ela só serve para trazer à tona o pecado. Paulo cansou de dizer isso em sua carta aos Romanos.

quinta-feira, 6 de março de 2014

BRIGAS EM FAMÍLIA, COMO RESOLVER?

"Oi Daniela, sou de Manaus e acompanho seu blog faz algum tempo. Quero lhe dar os parabéns por abordar temas que só ficam "na surdina" do meio cristão, quase como que intocáveis. O motivo do meu email é a sua opinião sobre o limite da tolerância e do perdão em questões familiares no qual a pessoa ofensora sempre se acha na razão. Sabemos que toda família sempre tem alguma rusga ou algum comportamento "já conhecido" e sempre tolerado porque "não adianta falar". Tenho certeza que você e seu esposo já passaram por isso entre si ou com suas respectivas famílias. Resumindo, tenho o dever de amar este familiar (como cristão), mas é uma relação que me traz bastante incômodo e muitas culpas falsas. Não foram raras as vezes em que eu fui a parte ofendida mas isto era invertido. Nestes casos eu sempre entendi que não deveria pedir desculpas por algo que eu não fiz ou não tenho a culpa, mas se eu não tomasse nenhuma atitude, a situação não seria resolvida. Sentar, conversar e me expressar não adiantaria, pois cada um só defenderia seu ponto e não haveria um acordo (acredite, já tentei isso algumas vezes). 

Sei que não precisamos ter razão pra pedir perdão. Concordo com isso pois perdão é algo que recebemos de graça e devemos estender mas até que ponto estamos estendendo perdão e até que ponto estamos tolerando situações que devem ser corrigidas ao invés de toleradas? Pedir perdão por algo do qual você não tem culpa não seria alimentar ainda mais o orgulho e ego da pessoa que me ofendeu?

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SOLTEIRA... ATÉ QUANDO SENHOR?

Oi Dani, tenho bastante apreço pelos seu trabalho e acompanho o seu blog há um tempo, então pensei em te pedir ajuda. Eu tenho 34 anos e sou solteira. Parece uma sentença e atualmente é a frase mais difícil de sair da minha boca. Mas é a minha realidade. A questão não é apenas eu ser solteira, é que eu sempre fui solteira, ou seja, nunca tive um namorado. Eu cresci na igreja e sempre me guardei. Eu escolhi fazer sexo apenas depois do casamento. Também escolhi não levar a vida 'ficando'. Portanto, eu realmente não tenho muitas experiências nesse assunto, a não ser um ou outro beijo que acabaram acontecendo ao loooongo dessa minha vida. Bem, Dani, eu não sei o que acontece comigo, mas o fato é que quando eu me interesso por alguém, ele nunca se interessa, ou quando é ele o interessado, eu não estou afim, e quando ambos estamos interessados, acontece alguma coisa... Ou o cara muda, ou desvia, ou aparece outra no lugar e etc. Eu já me questionei muito sobre o que acontece e decidi não me revoltar, porque afinal de contas, minha fé não está baseada nisso. Eu vou levando minha vida entre uma expectativa frustrada e outra... Mas acho que já me acostumei a ficar sozinha.

O que realmente me incomoda são os comentários: "Puxa, você deve ter feito algo muito errado no seu passado" ou "Você com certeza está em pecado!" ou ainda "Você deve ter aberto alguma brecha no mundo espiritual para sua vida sentimental estar tão travada" e o pior: "Não existe uma explicação, afinal, por que uma moça bonita, inteligente, bem-humorada, espiritual e etc, está solteira até hoje? Só pode ser alguma maldição que te lançaram."
 

E olha, eu já orei muito, perguntando a Deus, mas Ele ainda não me respondeu de maneira clara, eu estou cansada de ser convidada pra fazer o "Encontro com Deus", a "Corrente do amor" e outras coisas que me sugerem. Eu não sei mais o dizer para as pessoas, porque eu também não consigo achar algumas respostas. De um tempo pra cá, eu choro em todas as minhas orações a esse respeito, pedindo a Deus que se Ele não tem um casamento pra mim, que tire de mim esse desejo de formar uma família, mas ao mesmo tempo, fico com medo de estar afrontando a Deus. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

SOU CRISTÃ E AMANTE DE UM HOMEM HÁ 19 ANOS! - Caso verídico

Olá, Dani, boa noite. Meu nome é Andressa e estou numa situação que não tenho dúvida alguma de estar em pecado, só não sei como me livrar. Sinceramente, nunca ouvi um caso como o meu, e espero que sua experiência na área de relacionamentos possa me ajudar a encontrar o caminho para obedecer à Palavra. Tenho 40 anos, sou casada oficialmente há 2 anos, mas vivo com meu esposo há 9 anos. Sou cristã desde o começo da adolescência. Sempre fui muito precoce, e já nessa idade tive muitas experiências na vida cristã, trabalhando com evangelismo, visitas a centros de recuperação, sempre fui muito ativa na igreja... Ainda na infância sofri abuso sexual por parte do meu avô, fato que nunca revelei à minha família, e só consegui tratar do assunto e liberar perdão depois dos meus 23 anos.

Até aqui, provavelmente meu caso deve ser parecido com praticamente todos os que se aparecem pra você, né? Mas perto dos meus 21 anos foi que minha vida tomou um rumo complicado e que hoje se tornou ainda pior. Conheci um rapaz, Marcelo, por quem me apaixonei perdidamente, mas ele não era do Senhor, e era noivo de outra moça. Mesmo sabendo disso tudo, acabei me envolvendo com ele, inclusive sexualmente. Nos encontrávamos escondido, várias vezes por semana, e isso durou praticamente um ano e meio. Ele me dizia estar dividido, e, por estar há muito tempo com ela, ainda não sabia como terminar o relacionamento para ficar comigo. 

Um dia levei um grande choque: ela ficou grávida, mas ele sempre deixou claro que não queria abrir mão de mim. Terminamos o relacionamento e passei por um período turbulento, difícil, de culpa, medo, solidão, pois sabia que o que eu havia feito e desejava era errado, mas ao mesmo tempo não entendia como poderia ser errado amar. Entrei em depressão profunda, quando fui para o tratamento psicológico e acabei resolvendo diversas questões, como o trauma do abuso e dificuldades no relacionamento com meu pai, que não era cristão na época, mas nunca consegui resolver essa questão dos meus sentimentos pelo Marcelo.
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